/blog

Resumo do AWS Re:invent 2014

Retornamos do AWS Re:invent 2014 (https://reinvent.awsevents.com/) e gostaríamos de compartilhar novidades e dicas.

Este ano, o lema usado foi ‘Cloud is the new normal’. Simples e direto 🙂

Lançamentos

  • Aurora (http://aws.amazon.com/rds/aurora/) : novo banco de dados, compatível com o MySQL 5.6. Cinco vezes mais performático que o MySQL tradicional por um décimo do custo de um banco de dados com qualidade comercial. O custo (http://aws.amazon.com/rds/aurora/pricing/) já anunciado é realmente muito menor que o custo de RDS tradicional. A redundância funcionará por meio de promover um read replica em caso de falha ou criar um banco novo de forma automática e transparente – e mesmo assim seria muito mais rápido do que realizar o ‘recovery’ do banco. O AWS também anunciou que terá ferramentas de migração dos bancos MySQL tradicionais;
  • Desenvolvedores: Após investirem muito nos devops com ferramentas como OpsWorks (http://aws.amazon.com/opsworks/) e Elastic BeanStalk (http://aws.amazon.com/elasticbeanstalk/) (ok, eles também podem ser usados por desenvolvedores ‘puros’…), o AWS lançou 3 ferramentas focadas no desenvolvedor com objetivo de fechar o ‘ciclo’ de dev: AWS CodePipeline (https://aws.amazon.com/codepipeline/) , AWS CodeCommit (https://aws.amazon.com/codecommit/) e o AWS CodeDeploy (https://aws.amazon.com/codedeploy/) . O CodeCommit é basicamente um ‘github’ onde pode colocar o seu código, o Pipeline serve para ‘continuous delivery’. Mas o grande destaque é o CodeDeploy. A estória contada é que ele é um clone do projeto interno ‘Amazon Apollo’ que faz o que o nome diz: deploy do código :). Em ambos os keynotes, foi falado que quando um desenvolvedor deixa a Amazon o que sente mais falta é do ‘Apollo’. Vale conferir;
  • AWS Key Management Service (https://aws.amazon.com/kms/) : serviço que guarda as chaves criptográficas que podem ser usadas no S3, EBS e Redshift para encriptar o conteúdo. A idéia é sempre melhorar no quesito segurança e dar insumos para proteger ainda mais a sua infraestrutura;
  • AWS Config (https://aws.amazon.com/config/) : inventário de todos os seus componentes no cloud com histórico de mudanças. Se pensou em ITIL, o AWS já chama cada componente de ‘CI’ e gera este catálogo automaticamente mediante ativação. Julgamos ser um serviço essencial para qualquer cliente que use o AWS;
  • AWS Service Catalog (https://aws.amazon.com/servicecatalog/) : criação de catálogos de recursos que os usuários podem usar e stacks que podem fazer deploy. O objetivo é padronizar o uso do AWS dentro da organização de forma que times diferentes usem os mesmos conjuntos de componentes. Previsto para o começo de 2015;
  • EC2 Container Service (ECS) (https://aws.amazon.com/ecs/) : aderindo a febre (e real benefício) dos containers, este serviço permite que gerencie uma aplicação distribuida construida nos containers Docker dentro da estrutura de servidores EC2. Foi feita uma demonstração muito interessante do deploy de dezenas de containers em diversos servidores combinado com o recurso do AutoScaling. Ainda em preview, é necessário pedir para participar;
  • AWS Lambda (https://aws.amazon.com/lambda/) : sem sombra de dúvidas, o serviço mais ‘revolucionário’. O AWS está evoluindo para ser um cloud orientado a eventos (um novo arquivo S3, um servidor EC2 que foi rebootado, um registro atualizado no DynamoDB, etc) e com isto seremos capazes de reagir a cada um deles associando uma função. Você escreve um código (por enquanto somente Javascript/Node.js) que pega os detalhes do evento e processa quaisquer ações dentro do Cloud, desde que tenha permissão. A ruptura é que para casos de uso puramente funcionais, não é necessário mais uma instância EC2 para executar um simples pedaço de código! Com o Lambda os eventos são executados instantaneamente e maciçamente em paralelo. É fácil imaginar a diminuição de complexidade e ganho de produtividade imediatos. Ainda em beta privado, é necessário pedir permissão para participar;
  • Novas instâncias C4 (https://aws.amazon.com/blogs/aws/new-c4-instances/) . Os maiores servidores virtuais do mercado com suporte até 36 cores. No evento a própria Intel revelou que um novo processador foi criado especificamente (e por enquanto exclusivamente) para o AWS rodar workloads gigantes;
  • EBS com 16TB (https://aws.amazon.com/blogs/aws/larger-faster-ebs-ssd-volumes) : muito esperado por todos, será possível em breve ter discos de até 16 TB com até 20.000 Iops (hoje só se chega até 1 TB). Diminui muito a necessidade de se criar RAID 1+0 para grandes partições!

Apresentações

Os principais links para as apresentações são:

Os 2 keynotes, o primeiro com o Andy Jassy (https://www.youtube.com/watch?v=TGS13K9nG8U) e o segundo com o Werner Vogels (https://www.youtube.com/watch?v=ZPbM2qGfH3s) foram bem interessantes. São apresentados números de mercado e da solidez do AWS, bem como a agressiva estratégia de investimento/crescimento. E claro, as novidades citadas anteriormente. Há depoimentos de clientes de diversas indústrias demonstrando a versatilidade da plataforma AWS.

Dicas gerais

Foram mais de 200 sessões e logicamente é difícil indicar as melhores para cada perfil e necessidade. De toda a forma, seguem algumas dicas que assistimos ou que foram bem comentadas por outros participantes:

Comentários